Ela era
comum, quase não chamava atenção, comia calada. Não sabia amar. Não sabia
fuder. Não gozava. Seu prazer era utópico. Andava por
ai com ares de quem buscava não se sabe o que. Dormia e sonhava sendo outro
ser. Morreu
ainda em vida, era inerte até no cantar. Viveu só e foi sempre só, ainda que
rodeada de pessoas. Teve em seu
fim um alívio, sentiu tesão pela morte, pelo seu próprio fim, por tudo acabar.
Acabou.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
A um passarinho
Ele estava certo, em tudo. Quando paro para escutar suas
letras, para recitar cada verso de minha vida colocado em forma de poema, me
surpreendo. Ele não me conheceu, não a pessoa, mas descreveu minha alma como ninguém
havia feito. E em meio à solidão, a pia de pratos que espera ansiosa e o
barulho da TV pela ilusão de ter alguém por perto, me pego escrevendo.
Resolvi
escrever e pensei, sobre o que? Sobre amor, talvez, mas não seja apta a
fazê-lo, de fato, ninguém realmente é. Devo saber discorrer melhor sobre ódio,
mas não é algo que valha a pena ler. Quem sabe então sobre a esperança, ainda
que não me tenha sobrado muita. No fim, é a solidão que me toma, me nina em
seus braços, me traz as palavras e o cansaço, meus olhos caem sobre as páginas,
sobre o teclado, sobre meus sonhos.
Não sei de
fato o porquê de está escrevendo agora pra você, caro leitor, sobre coisa
alguma. Acredito que seja só um desabafo entre linhas para que você me tire o
peso, mas não precise carrega-lo, por não saber de fato do que se trata. Devo,
no entanto, confessar que nunca gostei de tentar adivinhar o que se esconde nas
entre linhas, sempre tive a maldita mania de interpretar erroneamente os fatos.
Caso lhe
sirva de consolo, talvez nem eu saiba do que estou falando, talvez eu só
precise conversar. Essas palavras soltas que lhe dedico não são nada além de
pensamentos confusos que já estavam me fazendo doer à cabeça e precisavam sair
de alguma forma.
Como eu
disse, anteriormente, a solidão caiu sobre meus olhos, eles cansaram de
procurar alguém ao redor e se fecharam. Hora de dormir, de sonhar, de buscar
algo que a realidade não pode me oferecer. Hora de tentar me reinventar. A
você, que agora me tira um pouco do peso que carrego, o meu MUITO OBRIGADO!
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
Resto
Por vezes me peguei me perguntando o que resta no fim de um
amor, de uma amizade, de um abraço, de um beijo, até de um beijo não dado. De
um sorriso, ainda que forçado. O que resta depois que nota-se que de fato
acabou. O que resta do amor de alguém que se foi. O que resta quando há restos
em você que você quer matar. No fim de tudo, tudo, só o que o fica, só o que
resta, é nostalgia.
sábado, 15 de junho de 2013
Nada
Eu
te fiz uma declaração de amor, eu me doei por amor, eu quis escrever a nossa
historia de amor, mas nada. Quando pergunto o que há, não há nada. Quando
pergunto por que há, ainda assim é nada.
Não
houve uma palavra de agradecimento, não houve nenhuma consideração visível, não
foi mútuo. Não respondeu a minhas mensagens, não procurou saber sobre o meu
convite, não buscou. Não me respondeu o que significava o nada e não me viu
cansar de perguntar ou de esperar um retorno.
E
por isso escrevi esse texto, para que leia, para que pense, para que sinta ou
só ignore. Eu tentei, eu to tentando. Então, por favor... Não...
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