segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Na ponta do pé...

      Eu preciso confessar, nunca fui tão feliz, e você caro leitor pode pensar nas mil e uma coisas que mudaram na minha vida, mas a mudança foi uma só e colocou tudo de cabeça pra baixo. Foi ELE, tão lindo, tão carinho, tão maravilhoso. Como não ficar totalmente deslumbrada com alguém assim.
      E foi ai que tudo começou, ELE veio conquistando o espaço dele, começou a fazer com que eu gostasse de coisas que eu por muitas vezes me negava, e me elogiou. Nossa, eu não sei vocês, mas há muito não recebia um elogio, mas um elogio de verdade, aquele sem que nem porque e não pelo fato que você terminou um serviço pra alguém.
      Não só me elogiou, ELE me fez sentir especial, única, amada. Sei que posso estar soando clichê, mas não ligo. Tantos foram os filmes de adolescentes que assisti e fiquei na esperança de que um cara legal me notasse. Bem, não foi nada como nos contos de fada, ou nos filmes, se bem que, toda história, quando bem contada vira mágica, mas ainda assim, foi incrível.
      Nunca pensei que poderia ser tão feliz, me sentir tão completa, nunca pensei em deixar a minha vida por conta do destino, por ter certeza que independente do que aconteça, sei que ELE vai estar lá e por isso não tenho que temer, ELE é o meu futuro e isso é tudo que eu preciso saber.

      Ao meu amado fica minha declaração, de amor, de alma, de tudo! E o meu muito obrigado por me amar, por fazer sentir amada e por ter me dado alguém pra amar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Desabafos

               Há coisas na vida que talvez nem mesmo Freud explique, tentarei contar a você, caro leitor, minhas dores e anseios, talvez eu consiga, talvez não, porque se torna tão difícil colocar o abstrato em palavras, e dá tanto medo por pra fora e tornar real tudo que um dia só foi um pensamento confuso.
                Vou começar com uma frase, a melhor que encontrei pra definir e resumir tudo isso, “eu me sinto tão amada no seu olhar”. Isso mesmo, o que mais me ama, não são suas mãos, ou sua boca, mas seus olhos, neles eu me sinto verdadeiramente amada, é tanta ternura, tanta pureza, tanta alegria em um só olhar. Dizem que os olhos são o espelho da alma, se realmente forem, então é sua alma que me ama, e ela me completa, pois me sinto completa ao seu lado.
                Amada, é o adjetivo que me define, não sei ainda se posso dizer que se transformou em substantivo, só você poderia dizer isso a mim, mas não importa. Particularmente, a palavra me assustou quando falei. Amada vem de amor e o amor é algo forte demais pra se expor assim. Não, não, é preciso ter cautela, mas o que é de fato cautela pra nós? Deveríamos ter tido cautela pra não nos deixarmos tocar, já não se pode fazer mais nada a respeito.
                A vida, o destino, ou o que quer que seja, vive nos pregando peças, nos testando, me pergunto talvez se sou eu o seu teste. Não me sinto incomodada por esse pensamento, na verdade, se for isso de fato, estou até agradecida, pois nele eu me senti vitoriosa, sem nem ao menos ganhar o jogo.
                O nosso presente é tão puro, tão lindo, tão bom, é o passado que me assusta, o seu. Sei bem daquela velha frase sobre deixar o passado no passado, mas sejamos sinceros, quem faz isso de fato? Ele caminha lado a lado conosco, sempre irá, é inevitável e honestamente, eu temo por você.
                Moveria céus e terra pra te proteger, mas se eu não conseguisse, me culparia para sempre! Não quero e não posso te ver triste, sou tomada pela angustia de te imaginar perdendo qualquer uma das coisas que conquistou, sou tomada pelo medo de te perder aos poucos, talvez por isso a ideia de ser seu teste não me assuste, porque é melhor puxarmos o curativo de uma vez só, a sofrer em parcelas.
                Menino, menino bobo, queria eu poder te colocar no colo, te levar pra longe, te roubar pra mim, queria eu. Não é bem assim, meu bem. Não é assim nem de perto a nossa realidade. Esperemos então, tudo irá se solucionar, por um meio ou outro, sinto honestamente que me perdi em tantas palavras, em meio a tantas pausas que dei durante esta escrita.

                Perdão, caro leitor, eu ia escrever a você, mas ele me tomou o pensamento, como sempre o faz, durante cada segundo de meus dias. Talvez você se identifique, talvez não, de toda forma, foi bom desabafar com você, esse meu texto cheio de talvez e com a certeza de que nada adiantará ter sido escrito.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Certas leituras...

Foi devagarzinho e sem notar, de repente, acabou. Fechei o livro de uma forma doce, e respirei fundo como há muito não fazia. Estranho como um simples livro pode nos fazer sentir. Foi de uma leveza, eu me senti tão bem.
Pensei em você ao terminar, o que não deve estar relacionado ao livro, já que penso em você com uma frequência que me incomoda até os ossos. Ainda assim, achei válido dizer, pensei em você. Não se sinta grande por isso, não pensei em você apenas, pensei em outros dois.
O primeiro, pensei por conta do livro, o outro, pela leveza da alma que sentia naquele momento. É impressionante que não importa pra onde fuja, no fim, tudo me volta a vocês o que me deixa em agonia, por querer parar com essa mania autodestrutiva.
Bobagem minha ficar por ai pensando em uns e outros como se ainda fizessem parte da minha vida ou como se algum dia fosse fazer, mas não pude evitar. Aquele fim de leitura, aquele pôr do sol e aquele monte de sentimento acumulado, aquele caminhão de palavras não ditas e as respirações fundas, que tentavam limpar minha alma.

Foi ai que eu notei, passou. Aquelas páginas, de alguma forma, iniciou um processo de cura em mim. Um dia contarei diretamente a você, a vocês três. Eu me curei, eu não penso em vocês, não desejo falar com você, não sinto dor, não choro. Nesse dia, beberei em homenagem a um, fumarei em homenagem a outro, dançarei em homenagem a outro e me masturbarei até gozar, mas isso será em minha homenagem mesmo.

sábado, 27 de dezembro de 2014

DR's

Não... Me escuta! Não é possível que essa sua maldita mania de tomar suas prioridades como minha não tenha acabado. É, é exatamente isso... Você e sua maldita mania! Egoísta! E – go... Hãn?! Do que você tá falando? Não vê tudo que abri mão por você? Não vê do que estou abrindo mão dia após dia? Eu não posso acreditar no que estou ouvindo... Não, não é possível, parece que não me nota, não sabe nada de mim... Sim, sim, eu tenho necessidades, eu também choro, eu também sinto saudades, eu sou humana sabia? Eu não sei o quanto mais vou aguentar!... É isso mesmo, eu tô cansada! Mais que isso, eu tô exausta! Claro que não vou te deixar, sabe que não poderia, ficaremos juntos até o fim. E sim, você sabe, faço qualquer coisa pra te ver bem. Qualquer coisa! Mas por favor, entenda, eu preciso respirar, preciso ter um tempo de sonhar, um tempo de ócio. Só isso.

sábado, 6 de dezembro de 2014

T

Ele sussurrou em meu ouvido que me amava e eu tentei a todo custo amá-lo de volta. Foi um sussurro tão sincero, tão tocante, qualquer uma ficaria vislumbrada, qualquer uma gostaria de ouvir, mas eu não. Nem tesão eu sentia mais, como podia eu não sentir mais tesão? Às vezes, no meio da noite, quando sabia que precisava de mim e me abraçava, eu pensava que estava longe, queria fugir dali. Meu coração já despedaçado não sabe mais o que é amar e talvez por isso não sinta prazer em ter por perto, mas tesão? Ele me disse que eu não sabia abraçar. Como ousa? Esta é uma das três coisas que sei, junto com sofrer e mentir. Mas ele estava certo, eu não sabia abraçar, então talvez não soubesse mais mentir, e estivesse me enganando achando que estava mentindo quando era a mais pura verdade que dizia. Talvez não soubesse mais sofrer e por isso estivesse me tornando essa pessoa fria, vazia e sem tesão. Mas como se vive sem tesão? Não se vive assim, essa é a verdade. Vou esperar a próxima chuva, para que ela me traga aos olhos a cegueira do prazer, assim talvez eu recomece, eu descubra o que me falta, talvez eu perceba que de tudo, só o que me falta é você.