É um abraço meio manso, meio dengoso, meu sem jeito. E você
anda abraçada pra lá e pra cá. E encosta o rosto, vai misturando seu cheiro,
misturando suor, encostando a perna, o peito, o coração. E vai mexendo o ombro,
a perna a cabeça, a mente, a alma. E vai se lavando, se renovando, renascendo a
cada giro. E vai encostando mais, se tornando um só, grudando, pertencendo,
dançando. E depois? Você não tira mais
esse balanço da cabeça, porque ele te ganhou e você precisa dele pra respirar
ou morrer de tanto se afogar nesse prazer.
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